Familiares arrombam portão de escola após menina dormir e ser esquecida em sala no AM

June 2, 2017

 

Uma menina de 10 anos ficou trancada dentro da escola onde estuda, no bairro Jorge Teixeira, em Manaus, após dormir dentro da sala de aula. Segundo informações da mãe, quando o irmão mais velho foi buscar a estudante, o porteiro afirmou que ela já havia saído do local. O caso ocorreu na Escola Estadual Frei Mario Monacelli de Grello, na quinta-feira (1º).

 

Por meio de nota, a Secretaria de Municipal de Educação (Semed), afirmou que tomou conhecimento do caso e deve investigar para tomas as medidas cabíveis.

 

A mãe da estudante, uma dona de casa de 31 anos, disse que a escola liberou a saída dos alunos às 16h. "O irmão dela foi buscá-la na escola e o porteiro falou que ela já tinha saído. Eu comecei a procurar, andei tudo com a minha mãe, fomos na casa da coleguinha dela, andamos todas as ruas. As pessoas diziam que tinham visto ela e eu só pensava o pior", disse.

 

Por volta das 20h, a mãe de um aluno da instituição, Priscila Sampaio, de 25 anos, passou pelo local e viu a menina na frente da escola. "Eu estava saindo para igreja e ela estava no cantinho. Eu perguntei porque ela estava lá e ela não respondeu. Aí eu perguntei de novo e ela falou que tinha acabado de acordar, e eu perguntei se alguém sabia que ela estava lá e ela disse que não", contou Priscila.

 

Ao G1, a menina afirmou que dormiu esperando a professora voltar para a sala após o horário de lanche. "Eu merendei e a professora mandou eu ir pra sala de aula, aí eu fui. Tinham alguns alunos lá, aí eu 'bodei'[dormi]. Eu não sabia que eles tinham saído", afirmou.

A estudante afirmou que ao acordar procurou por professores e pelo porteiro nas salas, mas não encontrou ninguém na escola. "Eu não sabia se tinha alguém porque eu ouvi bater a porta, aí eu fiquei com medo e gritei de lá do portão", disse.

O pai e um tio de da estudante foram até o local e conseguiram abrir o portão principal da escola, que estava trancado, segundo a mãe.

 

Mães de alunos reclamaram sobre o monitoramento na portaria da escola. "O colégio dá um horário de saída e quando o pai chega aqui o porteiro fala que já saiu, sem saber se a criança realmente já foi, não há controle de saída. Eles têm uma carteirinha, mas ninguém controla", contou a mãe de um aluno, que não quis ser identificada.

 

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