Em Manaus, projeto prevê visita de animais domésticos a pacientes

May 22, 2017

 

Está tramitando na Câmara Municipal de Manaus (CMM) um projeto de lei para que seja autorizada a visita de animais domésticos e de estimação a pacientes em hospitais públicos e privados cadastrados no Sistema Único de Saúde (SUS), na capital. O projeto é da vereadora Joana D’arc dos Santos Cordeiro, do Partido da República (PR), e visa promover o contato de pacientes com os animais e a realização de Terapia Assistida por Animais (TAA).

 

De acordo com a técnica de enfermagem Rose Mary Brito, responsável pelo projeto Pet Terapia Amigo Fiel, o trabalho de TAA já é desenvolvido em alguns hospitais e centros de convivência na cidade, mas uma lei mais específica sobre o assunto pode retirar alguns entraves que eles encontram para desenvolver as atividades. “Aqui em Manaus, eles colocam dificuldades até na oncologia, enquanto, em outros Estados, os animais são permitidos até em centros cirúrgicos e UTIs”, afirma Rose Mary.

Brito afirma que os participantes do projeto têm cuidado de não entrar, com os animais, em ambientes onde o paciente esteja com a imunidade muito baixa. “Mas, de forma geral, alguns locais não permitem a entrada dos animais em nenhum setor”, destaca.

 

Trabalhando com o projeto Pet Terapia há cerca de seis anos, em Manaus, Rose Mary afirma que o contato com os animais é extremamente benéfico para pacientes com os mais variados quadros clínicos. Segundo ela, os animais são capazes não só de ajudar no processo de cura, como desenvolver novas habilidades. “A terapia assistida é uma atividade interdisciplinar, que envolve vários profissionais. No geral, ela pode ser realizada com cachorro, gato, hamster, tartaruga, dependendo do tipo da terapia. No caso dos cães, eles são devidamente adestrados, vacinados, tem carteirinha, tem todo um processo. Até o banho é especial pra ir num local”, explica a técnica em enfermagem. 

 

Segundo a responsável pelo projeto Pet Terapia Amigo Fiel, os animais são treinados a não lamber, nem encostar o fucinho na boca do paciente. “No máximo, ele estende a cabeça para receber carinho e os pacientes ficam bem felizes. Já tivemos casos de idosos que saíram da depressão profunda, de cadeirantes que conseguiram acelerar o processo de voltar a andar. Esse é o poder de um bichinho apenas em atividades recreativas, imagina numa terapia de fato, com acompanhamento do fisioterapeuta e demais profissionais”, afirma Rose Mary.

A técnica emenfermagem informou que não houve consulta ao Pet Terapia na formulação do projeto de lei. Brito informou que passará a acompanhar a tramitação na CMM.

 

FONTE: PORTAL D24AM

 

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