Preso por golpe na Fapeam, no AM, falsificava documentos de bolsistas

February 20, 2017

 

Elivaldo Celso Lopes Maia, de 49 anos, foi apresentado à imprensa na manhã desta segunda-feira (20), um dia após ser preso em cumprimento de mandado de prisão por integrar uma quadrilha que falsificava documentos de pesquisadores da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), em Manaus. Com ele, a polícia disse ter encontrado RGs e diplomas de Ensino Médio e Superior. Questionado sobre a participação nos crimes, ele disse não ter nada a declarar.

 

Guilherme Torres, diretor do DRCO, explica que Elivaldo foi o último, de uma quadrilha de dez pessoas, a ser preso. O grupo agia falsificando documentos públicos e particulares, e ainda com estelionatos.

A investigação apontou que eles faziam um levantamento do nome dos professores que tinham projetos a serem aprovados e receberiam o valor da bolsa por uma agência bancária. Com o nome da vítima em mãos, ele passava os dados a um funcionário do banco - preso em 2016 - e o funcionário passava os dados pessoais dos professores. Elivaldo fazia o documento falso e sacava os valores, geralmente em torno de R$ 60 a R$ 70 mil.

 

"O Elivaldo chegou a sacar a quantia de R$ 200 mil. Ele já tem várias passagens pela polícia e pede uma revogação [do processo] informando que tem bons antecedentes e residência fixa. No entanto, encontramos com ele documentos que comprovam que ele continua cometendo os mesmos crimes. Vai ser instaurado um inquérito policial para descobrir de onde está vindo esses documentos públicos e quem está facilitando. Foi instaurado um procedimento administrativo da Fapeam e os professores foram ressarcidos porque foi comprovado que eles não tinham nenhum tipo envolvimento no esquema. Quem ficou no prejuízo foi o banco e o Estado", afirma Torres.

 

Segundo Denis Pinheiro, delegado do Departamento de Repressão ao Crime Organizado, um inquérito foi instaurado para verificar se os documentos são falsos e, se for comprovado, ele responderá também por falsificação de documento público e o caso será encaminhado à Polícia Federal. "A personalidade criminosa dele demonstra que ele faz, constantemente, várias vítimas", diz o delegado Denis Pinho.

 

Em setembro de 2015 foram presos Franklin Moisés Barbosa Veloso, Reginaldo de Souza Salgado, Adenauer Silva Seixa, Alex Souza da Sila, Edivane Castro Pedroso, Afonso Araújo Muniz, Henrique Ferreira da Rocha e Jair Pereira Brandão. Na época da prisão dos comparsas, Elivaldo fugiu para Boa Vista, retornando para Manaus somente neste ano.

 

Ele foi indiciado por estelionato, falsidade ideológica, falsificação de documento público e particular e uso de documento falso e será encaminhado ao Centro de Detenção Provisória Masculino (CDPM).

 

FONTE: PORTAL G1 

 

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