CR7 leva o prêmio de melhor do mundo e Carli Lloyd supera Marta

January 9, 2017

Ganhar é o que Cristiano Ronaldo mais sabe e gosta de fazer. A sala de troféus do português ganhou mais uma conquista nessa segunda-feira, quando ele foi eleito pela Fifa o melhor jogador de 2016. A menos de um mês de completar 32 anos, o craque sabe que permanecer no topo é muito mais difícil do que alcançá-lo. E fora os outros três prêmios de melhor do mundo, ele integrou pela 10ª vez consecutiva o time do ano eleito pelos próprios jogadores.

- Tenho motivação e espero continuar assim por muitos anos. Neste momento, me sinto motivado e com força para tentar ganhar coisas nos próximos anos. Os prêmios individuais também, e com a idade é cada vez mais difícil. Mas me sinto bem, jovem, e por isso quero desfrutar - afirmou CR7 na zona mista após o "Fifa The Best".

 

Resumidamente, somando os anos de Real Madrid, Manchester United e seleção portuguesa, são quatro prêmios de melhor do mundo, inúmeros de artilheiro, uma Eurocopa, três Ligas dos Campeões, três Mundiais de Clubes, um Campeonato Espanhol, três Ingleses, duas Copas do Rei, uma FA Cup, várias Supercopas, entre outros. Falta ao currículo somente uma Copa do Mundo. Seria sonhar alto demais?

- Temos que pensar que no futebol tudo é possível. Agora, ganhar, nunca se sabe. Minha esperança é que Portugal nos próximos anos, comigo ou sem mim, com ou sem Fernando Santos, continue com essa mentalidade vencedora de tentar ganhar Eurocopas e Mundiais. Sabemos que é difícil, mas não impossível - disse.

 

Temos que pensar que no futebol tudo é possível. Agora, ganhar, nunca se sabe"

Cristiano Ronaldo, sobre possibilidade de Portugal ganhar Copa

Para a festa de Cristiano ter ficado completa, faltaram a presença do segundo colocado Lionel Messi, o que ele lamentou no discurso da vitória, e o prêmio de melhor técnico ao compatriota Fernando Santos - Claudio Ranieri, do Leicester, foi o vencedor. A Euro 2016, com Santos à frente, foi o primeiro título da história de Portugal.

- Eu gostaria que o Fernando Santos tivesse ganhado pelo que fizemos na Eurocopa. Mas sem tirar o mérito do Zidane, pois ganhamos a Champions com ele, e do Ranieri. Foi justo, mas obviamente eu gostaria que o mister tivesse ganhado pelo que passamos na Euro, pelas palestras, pela confiança que passou ao time.

E a gana de Cristiano Ronaldo é tão impressionante que ele encontra motivação até na mudança de nome do título da Fifa, que passou a se chamar "The Best" nesta edição.

- Eu estava confiante pelo que fiz durante o ano. Foi um momento bonito, fico muito feliz. É a primeira vez que a Fifa faz esse troféu, então é especial, diferente. É um conceito diferente.

 

 

Não foi desta vez que Marta voltou a ser eleita a melhor jogadora do mundo pela Fifa. Nesta segunda-feira, a brasileira viu a norte-americana Carli Lloyd superar a concorrência e ficar com o troféu referente a seu desempenho em 2016. Esta, aliás, é a segunda vez consecutiva que Lloyd fatura a honraria.

 

Aos 34 anos, Lloyd se estabeleceu de vez como uma das maiores jogadoras do mundo em 2016. Se não conseguiu levar os Estados Unidos a uma medalha na Olimpíada do Rio – caiu nas quartas de final -, mostrou mais uma vez um grande futebol com as cores do país e de sua equipe, o Houston Dash.

Com isso, a meia desbancou Marta, mas também a alemã Melanie Behringer, tida por muitos como a grande favorita para a premiação. Behringer foi uma das principais responsáveis por levar a Alemanha ao ouro olímpico no Rio ao marcar cinco gols e terminar como artilheira da competição. Ela, aliás, se aposentou logo depois da participação no torneio.

 

Para Marta, a temporada 2016 foi de ressurgimento, depois de um de seus piores anos em 2015. Na ocasião, a brasileira ficou de fora da lista de 10 indicadas ao prêmio de melhor do mundo e sequer foi lembrada pelos 377 eleitores, que não a citaram em nenhuma das três primeiras colocações para a disputa, o que não acontecia desde 2002, quando ela ainda tinha 16 anos.

“É muito bom voltar aqui, foi um ano muito especial para as atletas, para o País. Quando a gente pensa em uma Olimpíada, a gente quer medalha, o ouro, mas a gente conseguiu reunir o País, o que foi o mais especial de tudo. As pessoas nos acolheram por onde passamos, e a gente só tem a agradecer. Esperamos que isso siga acontecendo com nossa modalidade”, chegou a dizer a brasileira do anúncio da vencedora.

 

Apesar da segunda conquista de Lloyd, Marta segue como a maior vencedora do Prêmio Melhor do Mundo da Fifa, sendo a escolhida por cinco vezes consecutivas, entre 2006 e 2010. Esta, aliás, foi a 12.ª vez que a brasileira foi uma das finalistas da premiação.

 

Melhor treinadora

O prêmio de melhor treinadora do futebol feminino congratulou uma medalhista de ouro na Olimpíada do Rio. A alemã Silvia Neid foi escolhida pela terceira vez na carreira, depois de conduzir a seleção de seu país ao lugar mais alto do pódio no Brasil.

 

Silvia já havia sido eleita a melhor treinadora do mundo nos anos de 2010 e 2013, também por seu trabalho à frente da seleção alemã. Curiosamente, no entanto, ela já não ocupa mais este cargo, uma vez que pediu demissão justamente após a conquista do ouro no Rio, em agosto.

 

Para levar a melhor, Silvia deixou para trás duas concorrentes: Jill Ellis, técnica da seleção norte-americana, e Pia Sundhage, que levou a Suécia à medalha de prata na Olimpíada do Rio.

 

FONTE: PORTAL G1

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