Prefeito Artur Neto quer proibir construção de presídios em Manaus

January 4, 2017

 

O prefeito Artur Virgílio Neto deverá encaminhar, nos próximos dias, em regime de urgência, para a Câmara Municipal de Manaus (CMM) um Projeto de Lei para proibir a construção de novos presídios no perímetro urbano da capital. A informação é da Secretaria Municipal de Comunicação (Secom) da Prefeitura de Manaus.

 

"Vamos mexer no Plano Diretor para proibir que novos presídios sejam construídos dentro do perímetro urbano de Manaus pela simples razão de garantir a segurança do povo que eu governo, porque numa situação de fuga, como a ocorrida, até que esses bandidos cheguem à capital terão que enfrentar muitas barreiras", disse Artur Neto, por meio de nota.

 

O prefeito avaliou como "inadequada" a transferência de presos para a Cadeia Pública Raimundo Vidal Pessoa, no Centro de Manaus, que já havia sido desativada. "Aquilo é mais uma peça histórica, que poderia até virar um Museu da Polícia, qualquer coisa, menos um presídio", acrescentou.

Entenda o caso

 

O primeiro tumulto nas unidades prisionais do estado ocorreu no Instituto Penal Antônio Trindade (Ipat), localizado no km 8 da BR-174 (Manaus-Boa Vista). Um total de 72 presos fugiu da unidade prisional na manhã de domingo (1º).

 

Horas mais tarde, por volta de 14h, detentos do Compaj iniciaram uma rebelião violenta na unidade, que resultou na morte de 56 presos. O massacre foi liderado por internos da facção Família do Norte (FDN).

A rebelião no Compaj durou aproximadamente 17h e acabou na manhã desta segunda-feira (2). Após o fim do tumulto na unidade, o Ipat e o Centro de Detenção Provisória Masculino (CDPM) também registraram distúrbios.

 

No Instituto, internos fizeram um "batidão de grade", enquanto no CDPM os internos alojados em um dos pavilhões tentaram fugir, mas foram impedidos pela Polícia Militar, que reforçou a segurança na unidade.

No fim da tarde, quatro presos da Unidade Prisional do Puraquequara (UPP), na Zona Leste de Manaus, foram mortos dentro do presídio. Segundo a SSP, não se tratou de uma rebelião, mas sim de uma ação direcionada a um grupo de presos.

FONTE: PORTAL G1

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